2º ALEGRE MOTO FEST

SOBRE O EVENTO

Início: 09/08/2019 18:00h
Fim: 11/09/2019 10:00h
Onde: ALEGRE - ES

História & Lenda de Alegre

Escrito por Professora Zélia Cassa de Oliveira ligado . Publicado em A Cidade & História

* A História antes de 1820?

Até pouco tempo, o conhecimento da História de Alegre se restringia à chegada da expedição de Manoel Esteves de Lima, em 1820. Entretanto, o Instituto Histórico e Geográfico de Alegre (IHGA) vem trabalhando incansavelmente na busca de fatos que comprovem a tese de que antes dessa data, outros desbravadores já haviam passado pela região e deixado suas marcas.

O trabalho RECONSTRUINDO NOSSA HISTÓRIA, do IHGA, nos leva de encontro ao passado e às pessoas que interagindo nos acontecimentos marcaram o perfil de nossa terra com seu trabalho, coragem e valor.

* Reconstruindo nossa história

Estimulados pela coroa portuguesa prometendo honrarias e prêmios aos descobridores de metais preciosos, audazes bandeirantes, desde os primórdios de nossa história colonial saíram em busca das lavras de ouro. Pela rota conhecida como Caminho Velho, Fernão Dias Paes Leme, entrando pela garganta do Embaú (provavelmente Taubaté hoje ) após transpor a Mantiqueira chegou ao rio das Mortes, onde fundou um arraial, hoje cidade de São João D’el Rey.

As dificuldades de locomoção pelo caminho velho levaram a coroa portuguesa a autorizar a abertura de um caminho novo para as Minas. Coube ao desbravador Garcia Rodrigues Pais (filho de Fernão Dias) a incumbência de abri-lo. Iniciando-se pelo Rio de Janeiro a rota cruzava o rio Paraíba, demandando aos núcleos mineradores de Vila Rica (Ouro Preto) e Ribeirão do Carmo (Mariana) localizadas nas cabeceiras do Rio Doce.

Margeando o Caminho Novo situava-se o sertão para a parte do Leste, denominados Áreas Proibidas e, assim conhecidas, por servirem de barreira natural ao contrabando do ouro.

Senhores absolutos da região que se estendia do alto Rio Doce até os vales do Rio Pomba, hordas de Botocudos atacando de emboscada à noite, com suas flechas farpadas, apavoravam o invasor. Destruíam e incendiavam povoados, matando e comendo sem piedade o sertanista que se aventurasse por seus domínios.

Até a década de 30 dos 1700, o ouro foi abundante nos núcleos mineradores do alto Rio Doce; conheceram ligeiro declínio na década dos 40, decaindo francamente a partir de 1763. No inicio do Séc. XVIII, afrouxando - se a política protetora sobre as Áreas Proibidas, iniciou-se a catequese.
Rio Pomba
Em 1808 o Príncipe Regente D.João VI criou a junta Militar de Civilização dos Índios, tendo por escopo o devassamento dos rios Caratinga e Manhuaçu – bacia do Rio Doce – e rios Carangola e Muriaé na bacia do Pomba (foto à esquerda).

Por carta régia de 29 de maio de 1809 foram nomeados os primeiros comandantes, em número de seis, com o posto de Alferes, agregados ao regimento de Cavalaria de Minas Gerais, para atuarem nas divisões militares que obstassem os ataques dos índios no Rio Doce (Daemon, p 210). Um desses militares foi o Alferes da Segunda divisão de Caçadores João do Monte da Fonseca.

Diz a lenda que o rancho construido por Conceição tornou-se conhecido pela presença ali da cachorrinha Alegre, nome este que se estendeu ao povoado que se formava e, ao Município do qual é sede. O Período da história de Alegre entre a chegada de João do Monte da Fonseca (1811) e o ano de 1850, quando aqui chegou o primeiro padre, Francisco Alves de Carvalho, permanece obscuro, apenas iluminado por algumas lendas que ilustram fatos vividos pelos primitivos habitantes e aventureiros.

Pontos Turísticos

Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha

 


 

A capela Mor de Alegre começou a ser construída em barro e madeira no ano de 1851, por iniciativa dos primeiros exploradores da região. Oficialmente, as terras do patrimônio de Alegre ficaram sobre responsabilidade da igreja com a condição de que esta doaria as terras à Nossa Senhora da Penha. Em 1868 o corpo da igreja foi edificado e a Capela Mor reparada. Novas ampliações foram realizadas entre 1914 e 1916 e também entre 1953 e 1968. Todas essas reformas resultaram num estilo barroco-gótico. A igreja de Nossa Senhora da Penha possui ainda magníficos vitrais retratando a vida de cristo e pinturas do Indiano Diwali.


Solar Miguel Simão

 


 

Construído pelo libanês Miguel Simão, foi inaugurado em 1927, com o propósito de servir como casa comercial de café. O prédio é em estilo art-noveau, as pinturas presentes nos tetos e paredes são reproduzidas geometricamente no paquet e no piso. Recentemente, por iniciativa dos Governos Estadual e Municipal, o prédio passou por uma restauração no telhado e forro e hoje abriga a Escola de Música Sain't Clair Pinheiro.


 Castelinho do CCAUFES

 



Construído pelo libanês Felício Alcure, é uma reprodução em escala menor de um castelo medieval do Oriente Médio. Atualmente abriga a administração do Centro Agropecuário da Universidade Federal do Espírito Santo.

 


Escola de Ensino Fundamental Professor Lellis

Construído no ano de 1931, em estilo neo-colonial, o prédio é adornado por azulejos portugueses no frontispício. Foi inaugurado somente um ano após o término das obras. Esse fato deveu-se a invasão do município pelas tropas rebeladas contra o governo de Washington Luís, quando o prédio foi utilizado como quartel militar.


Estação Ferroviária

Construída na época áurea da produção de café, fazia parte da Estrada de Ferro Leopoldina. Na década de noventa passou por adaptações em seu espaço interior, especialmente a parte elétrica e hidráulica, para que pudesse abrigar a Biblioteca Municipal. Atualmente abriga o Instituto Histórico e Geográfico de Alegre, a Escola de Música Sain't Clair Pinheiro e a Casa da Cultura.


 Prédio e Jardim da Prefeitura Municipal

 O prédio da Prefeitura foi construído em 1934. É cercado por um grande jardim (Parque Getúlio Vargas), o primeiro a ser projetado na cidade, que mais tarde viria a ser denominada "cidade jardim", devido a grande presença de praças. Ao todo são onze, mas sem dúvida a da Prefeitura é a mais imponente.


 Túnel dos Ingleses de Cima

O túnel fazia parte da antiga Leopoldina Dailway. Foi construído com pedras sobrepostas e inaugurado em 1915. Possui 180m de extensão e 6m de altura.


 Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça

 


 

Possui 24,7 hectares, dos quais três estão abertos à visitação - onde localiza-se a Cachoeira que dá nome ao parque: a Cachoeira da Fumaça, com uma queda de aproximadamente 140 metros, sendo um dos principais atrativos naturais da cidade. O parque foi reestruturado recentemente, ganhando um posto de fiscalização, auditório, instalações sanitárias e estacionamento. Clique aqui e visite uma página especial com mais informações e fotos da Cachoeira da Fumaça.


 Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) "Laerth Paiva Gama" (Horto Municipal)

 

 

Possui 27,6 hectares. O local é destinado ao estudo e preservação do meio ambiente. Possui um bosque reflorestado, inúmeras nascentes, apropriado para o lazer e o contato com a natureza. No Horto ocorrem ainda atividades que dizem respeito a produção de mudas de essências nativas e exóticas, educação ambiental e projetos


 Cachoeira do Roncador

 


 

Distrito de Celina. Aproximadamente 87 metros de corredeiras que formam algumas piscinas naturais de águas límpidas e temperatura fria, permitindo uso para banho. É utilizada para prática de rapel e canyoning.


 Cachoeira de Braúnas

Próximo ao distrito de Rive. Possui 35 metros de queda, 2 piscinas para banho (incluindo uma para crianças), restaurante e toboágua. Fica a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade. Está inserida em 6 mil metros quadrados de área verde. A Cachoeira está localizada há apenas 3 quilômetros da rodovia Cachoeiro X Alegre. Mais informações pelos telefones: (28) 8111-1015 e (28) 8114-3433.


 

Pedra do Pombal (Pico)

 


 

Distrito de Rive. Possui uma via grampeada para rapel e escalada com 70 metros de altura. Ótima 

MAPA

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